Eu e minhas brigas homéricas É fácil falar bem de si mesmo na internet. Tente o contrário...
Sabem quem foi Homero? Um cara que escreveu um livro interminável e “consagrou o gênero épico”. Épico é um negócio cheio de aventuras e clímax e emoções mas que não acaba nunca. Ou seja, a palavra do dia é: eterno. Sabe o que é eterna? Minha mania de querer as coisas tão perfeitas que elas nunca ficam boas o suficiente. Estou trabalhando pra melhorar isso, mas, pra mim, parece que isso também não é o suficiente. Nem comigo mesma eu diminuo a pressão. É quando mais me frustro sabe? Críticas alheias nem me abalam tanto quanto a que eu me faço quando essas pessoas terminam de falar. Eu reconheço o que fiz de errado e peço desculpas, mas quando sou eu comigo mesma, ahhh... aí o bicho pega. É uma briga imensa dentro de mim que dura mais do que o final de O Senhor dos Anéis III. Você aplaude, levanta, mas o filme reinicia, reinicia e reinicia... Disse que as piores brigas são as minhas comigo mesma. Mas, a verdade é que as mais podres são as que envolviam meus amigos, namorados, futuros quase namorados... Já briguei porque não me carinhou no cinema, por causa de uma palavra, porque elogiou uma freira, porque não me deixou falar primeiro minha “grande notícia”, e a maaaaais mais de todas: porque não quis ficar comigo. Esse é meu problema. Minhas razões pareciam completamente corretas até eu parar pra pensar nelas. Mas, geralmente, quando eu fazia isso, já era tão tarde, mas tão tarde, que a vergonha já tinha tido um upgrade e sido atualizada para a versão arrependimento 2.0, que ocupava todo o HD da minha mente perturbada de “C:podia não ter feito isso”. Dizem que é melhor se arrepender do que fez do que se arrepender do que não fez, mas eu prefiro pensar que é melhor não se arrepender. Fez, fez. A merda tá feita. Lida com as suas conseqüências agora, de forma responsável e adulta. E se desculpando quando preciso/possível. Na verdade, agora, eu prefiro pensar bastante é antes de fazer. Sabe, dar aqueeela respirada, olhar em volta, pensar na caminhada até aqui e redirecionar algumas reações. Por isso este texto está no passado e não no presente. Muitos podem pensar: que texto íntimo... ela não escreveria essas coisas antigamente. Pois é, eu não faria muitas coisas antigamente. Mas agora eu faço. E isso, pra mim, é sinal de que agora reconheço o problema e quero resolvê-lo. Quero mudar essas coisas em mim. Se isso é bom ou ruim, fica a critério de quem lê. E, citando Camila de novo, se não gostou do que leu, não lê. Simples assim. Vai ver este é só mais um desses textos meio sem pé nem cabeça que eu às vezes sinto vergonha de ter escrito. São coisas que acontecem...
Escrito por Joceline Gomes às 16h37
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